segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O Princípio da Espera - Parte II


O Princípio da Espera – Parte II




Na primeira parte do Principio da Espera, dei mais enfoque ao tempo que Deus deu aos solteiros, e como enfatizei estar solteiro não é ruim, é uma benção. Para alguns isso pode ser um chamado de vida, mas para outros pode ser apenas um tempo.

Quando eu explicava o Princípio da Espera, eu parti do ponto onde Abraão, em Gênesis 24, envia seu servo para trazer uma esposa para o seu filho. O interessante é que no verso 62, a Bíblia fala que ele, Isaac, saíra ao campo para meditar; em algumas versões diz que ele foi orar. Isso mostra seu amor pelas coisas de Deus e por Deus. Ele investia seu tempo com a palavra, porque depois que um homem se casa, ele é responsável por dirigir seu lar, e sozinho ele não tem condições, a não ser se estiver baseado firmemente na palavra. Lembre-se da parábola do homem que construiu sua casa na rocha. Vejamos Josué 1:8: “Não se aparte de tua boca o livro desta lei, antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então fará prosperar o teu caminho, e será bem sucedido” e Salmo 119.97: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!”.

A comunhão do homem com Deus vai influenciar diretamente no seu relacionamento com sua esposa e filhos. Veja que foi Jesus, através de sua morte na cruz que santificou sua noiva. Assim o homem, quanto mais comunhão com Deus, mais santifica sua casa.

Rebeca também investia seu tempo trabalhando e fazendo coisas. Ela não gastava seu tempo se arrumando, produzindo, mas fazendo aquilo que a preparasse para o seu casamento. Ela estava disposta a servir. Uma mulher que não tem essa visão de serviço pesa de forma negativa no casamento. Não sou contra as mulheres se produzirem, e cuidarem da sua beleza, mas esse não pode ser o alvo principal, e sim uma parte do processo, e se possível, que seja para servir as pessoas, principalmente seu marido depois de casada.

Gostaria de mostrar outro princípio que está estritamente ligado ao Princípio da Espera: o Princípio da Parceria, uma parte importante do Princípio da Espera – e eles estão entrelaçados. Vejamos porque:

Voltemos para Genesis 24, onde Abraão como pai envia seu servo para trazer uma esposa para Isaac. Mas isso nos dias de hoje seria muito ridículo; como um pai teria coragem de escolher a esposa para seu filho? Como um filho permitiria que o pai escolhesse a esposa pra ele, ou um marido pra ela? Talvez pelos costumes da época isso fosse aceitável mas não nos costumes de hoje. Então como seria esse procedimento? Como eu conseguiria confiar nos meus pais?

Eu acredito que quanto mais o coração dos pais se aproxima do coração dos filhos, mais o coração dos filhos se aproxima do coração dos pais. Isso tem lógica de acordo com a Bíblia, onde em Malaquias 4.5-6 diz: “Eis que eu vos enviarei o espírito do profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição”. É importante frisar que esse processo começa no coração dos pais.

Quero explicar um pouco o verso 5. Nos tempos onde Deus levantou o profeta Elias, o povo de Israel estava em meio ao reinado de Acabe, que se casou com a gentia Jezabel; e foi quando o profeta desafiou os profetas de Baal no monte Carmelo; nessa época, a idolatria nos templos de Baal estava intimamente ligada à prostituição. As sacerdotisas eram também prostitutas dos tempos, e isso terminou corrompendo o povo de Deus. Deus quer e está levantando uma geração com o mesmo espírito de Elias, que venha para confrontar esses espíritos que estão dominando as pessoas hoje, idolatria e prostituição. Elias também é visto como um profeta do fim dos tempos. Isso quer dizer que Deus quer que nos levantemos na força dele, e no seu Espírito para sermos uma geração que combata a idolatria e a prostituição, mas também que nossos corações sejam totalmente não só do Pai celeste, mas também nossos pais aqui nessa terra.

Voltando a Abraão e Isaac, nosso papel é primeiro sermos exemplos, confiando em nossos pais e conhecendo-os, a ponto de permitirmos que eles possam participar da escolha do nosso cônjuge. Podemos entender a partir de um processo figurado, onde Abraão é Deus que envia seu servo para buscar uma esposa para seu filho; o servo é o Espírito Santo que faz tudo acontecer; e Isaac é Jesus, o filho esperando pela noiva linda e pura, representada por Rebeca. Deus quer nos dar o melhor, apenas precisamos confiar nas pessoas que ele colocou para nos ajudar nessa terra: nossos pais.

Deus me deu o privilégio de nascer em um lar cristão, e aos 4 anos tive a minha experiência com Deus, e graças a Ele, nunca me desviei dos caminhos dele. Deus tem trabalhado em minha vida, assim como a vida dos meus pais, permitindo que conheçam meus gostos e opiniões, a ponto de que eles possam chegar a sugerirem alguém para ser minha esposa, sem eu ficar constrangido ou bravo, porque o que eles querem, é o melhor para mim. A decisão não é somente dos meus pais, e nem somente minha. A parceria está integrada, e a decisão é em conjunto. Quando Deus enviar a pessoa para mim, ele falará diretamente ao meu coração, mas também dará paz ao coração de meus pais quanto à pessoa que Deus está enviando.

Oro para que os nossos corações se convertam cada dia mais ao de nosso Senhor Jesus, e também ao dos nossos pais, para que a profecia de Malaquias 4 se cumpra em nossos dias.

Samuel e Débora Costa
Colaboradores, Palestrantes e Treinadores da UDF.
Fonte: UDF

Abandonando a Maledicência


Por Luciano Subirá


“Despojando-vos, portanto, de toda maldade e dolo, de hipocrisias e invejas e de toda sorte de maledicências, desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação” (1 Pedro 2.1,2)

Este texto fala sobre o crescimento para a salvação, fala sobre o crescimento espiritual. E o apóstolo Pedro, usando uma figura, diz que quando nascemos de novo, somos semelhantes a uma criança recém nascida. E assim como essa criança precisa de alimento para se desenvolver, ele diz que nós também precisamos de crescimento. Só que, diferente da criança que precisa apenas do acréscimo do alimento, ele está aqui dizendo que nós não apenas precisamos desejar o alimento, mas também que algumas coisas na nossa vida precisam ser tiradas, alguns impedimentos que precisam ser removidos para que então busquemos o leite e cresçamos.

E Deus tem me guiado de uma maneira muito clara a reconhecer nestes dias que há um grande impedimento para o nosso crescimento. Há um grande impedimento para o crescimento da igreja de uma forma coletiva, que nos impede de provar mais a graça de Deus e esse impedimento precisa ser arrancado da nossa vida; ele precisa ser deixado de lado, ele precisa ser abandonado.

Embora o apóstolo Pedro fale sobre vários impedimentos, o tempo e a nossa necessidade nos leva tratar de um só deles: a maledicência. A palavra maledicência significa dizer mal ou falar mal. Como crentes em Jesus, somos advertidos a abandonar esta prática:

“Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar”. (Colossenses 3.8)

“Lembra-lhes que se sujeitem aos que governam, às autoridades; sejam obedientes, estejam prontos para toda boa obra, não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens.” (Tito 3.1-2)

Os crentes daquela época não eram diferentes de nós; sabiam muito bem o que é esse problema, de você emitir opinião, fazer julgamentos, interpretar à sua maneira, ou levar à frente algo que alguém já te trouxe… Isto era um problema que eles também tinham, que eles também enfrentavam, e que a Bíblia nos exorta a tomar um posicionamento firme quanto a ele.

Eu quero falar sobre algumas coisas ligadas à maledicência e tentar te ajudar a ver com mais clareza o quanto Deus leva a sério este assunto.

UMA QUESTÃO DE CARÁTER

Em primeiro lugar, quero afirmar para você que do ponto de vista de Deus, deixar a maledicência é uma questão de caráter. Em 1 Timóteo 3.11, há uma lista ali onde o apóstolo Paulo cita alguns critérios que os líderes devem ter em suas vidas. Ele começa falando dos presbíteros e suas esposas, depois ele fala dos diáconos e das suas esposas. E entre estas muitas características, Paulo diz o seguinte: “da mesma sorte, as mulheres sejam sérias, não maldizentes, temperantes e fiéis em tudo”. Ele diz que elas não devem ser maldizentes. Ele estabelece isto como um traço de caráter, um requisito de Deus para que alguém seja estabelecido em uma posição de liderança.

Muitas vezes, o nosso posicionamento é de separar o que é um “pecadão” e o que é um “pecadinho”; e acabamos tolerando algumas coisas que não deveriam ser toleradas. E não estou falando só sobre falar mal de pessoas; muitas vezes falamos mal de uma circunstância, falamos mal de um momento, alguns chegam a falar mal de si mesmo.

Deus me levou a um texto que mostra que esta questão de não ter na nossa vida a maledicência é algo que Deus olha como um traço de caráter que Ele não negocia. Veja o caso de José. Nós não temos muitas porções bíblicas sobre a pessoa de José, que se casou com Maria, e que foi o pai de Jesus, mas nós sabemos que Deus precisava escolher uma pessoa decente, honrada, que pudesse ser um exemplo e um espelho para o Senhor Jesus na sua criação. Se fosse alguém com o caráter deturpado, se fosse alguém cheio de desvios de comportamento, ele não seria um bom espelho para o Senhor Jesus (E mesmo ele não sendo o pai biológico, ele seria o espelho dentro de casa).

A Bíblia não fala muito sobre a pessoa dele, de suas virtudes, mas praticamente uma das únicas que é mencionada, foi uma das coisas que Deus usou mais fortemente para impactar meu coração nesse assunto.

“Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles”. (Mateus 1.18-21)

Quero que você pare e pense um pouco comigo. A Bíblia diz que quando José ouve a notícia de que Maria está grávida, eles eram noivos. A palavra desposado significa comprometido antes do casamento. Um estava comprometido ao outro; ele estava aguardando o casamento e como um homem de Deus, ele espera o casamento antes de se envolver com sua mulher. Mas, de repente, ele ouve a notícia: Maria está grávida! Sabe que não foi ele e, nunca se ouviu falar nem antes, nem depois, de alguém ter concebido do Espírito Santo… Então tente imaginar José cogitando, qual a probabilidade do que possa ter acontecido. Na mente dele era uma coisa só que se passava: Maria o tinha traído, o tinha rejeitado, tinha quebrado a aliança antes mesmo dela ser definitivamente estabelecida. É lógico que isto não aconteceu de fato, mas até que José recebesse um esclarecimento de Deus, foi o que pensou.

Se ele abrisse a boca dizendo que ela estava grávida, pela lei de Moisés ela poderia até ser apedrejada. José poderia ceder ao espírito vingativo, ao rancor, ao ciúme. Ele podia no mínimo ter defendido seu lado, mas a Bíblia diz que José era homem justo, e porque ele era justo, não queria difama-la, então ele intenta deixa-la secretamente. Em sua mente ele estava dizendo: acabou. Só que preferia sair de fininho, para não complicar a vida dela. Ela ainda estava pensando isso, quando o anjo do Senhor apareceu a ele explicando o que estava de fato acontecendo.

Agora responda com sinceridade: você acha que José tinha motivos para falar de Maria ou não? Na mente dele antes que ele soubesse o que aconteceu, era esta a interpretação. Ele poderia ter se achado no direito de falar. A maioria de nós não perderia uma chance dessas para acabar com a outra pessoa! Ele poderia no mínimo ter buscado o direito de se explicar, mas a Bíblia diz que havia nele um traço de caráter, que ao meu entender foi uma das coisas que levou Deus a escolhe-lo para exercer o papel que exerceu.

Imagino Deus vasculhando a terra atrás de um homem decente para ser exemplo ao seu Filho… e me pergunto: o que levou Deus a colocar seus olhos em José e dizer: “é de alguém assim que Eu preciso, alguém que tinha a oportunidade e a possibilidade de destruir a vida de alguém, mas decide fechar os seus lábios, e diz simplesmente que se recusa a difamar”.

Difamar (ou infamar) significa espalhar má fama, falar mal. Então, quando a Palavra de Deus está tocando em um assunto como este, eu acredito que nós precisamos considerar e dizer: “isso é uma coisa mais séria do que a gente normalmente acha que é”. O pecado da maledicência tem ferido muito a Igreja do Senhor, uma vez que Deus se move muito na unanimidade. O Novo Testamento mostra que quando havia unanimidade o Espírito Santo vinha com tudo, mas quando a maledicência, a fofoca, o mexerico e o diz-que-me-diz começam a correr solto no nosso meio, não há como se manter a unidade. E quando a unidade vai embora, vai-se com ela a grande possibilidade de estarmos debaixo de uma grande visitação de Deus.

Se nós queremos ver Deus agir, nós vamos precisar que Deus trabalhe esse traço de caráter na nossa vida. O Senhor Jesus também foi muito enfático no sermão do monte:

“Bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos caluniam”. (Lucas 6.28)

Bendizer significa falar bem. Esta foi a ordem do Senhor: fale bem dos que te maldizem, dos que falam mal de você. E ore pelos que te caluniam, pelos que estão inventando histórias sobre você. O Senhor Jesus nos advertiu a não jogar o mesmo jogo!

“Ah! mas fulano também está falando”, diriam muitos. Mas Jesus está dizendo para você não jogar o mesmo jogo! Se alguém falou mal de você, fale bem dele! “Ah! mas ele está me caluniando”… Então ore por ele!

A grande verdade é que quando Deus diz para não falar mal dos outros, Ele não está pensando nos outros, Ele está pensando em você. Porque falar mal de quem quer que seja, prejudica a você e não necessariamente a outra pessoa. Praticar a maledicência é acionar uma lei espiritual que vai te colocar em desvantagem, que vai te trazer prejuízo. Então, quando Ele diz, “não fale mal”, Ele não está tentando proteger a outra pessoa de quem você falaria, Ele está tentando proteger você. Esta é uma ordem e é um mandamento do Senhor Jesus, e Ele espera que nós sigamos aquilo que Ele mandou.

QUEM ESTÁ POR TRÁS

Talvez o grande problema da maledicência é quem está por trás dela. Nós falamos em primeiro lugar sobre traço de caráter, e agora eu quero mostrar o que está por trás dela. Quando o apóstolo Paulo estava dando instrução sobre quais viúvas deveriam ser socorridas, faz uma afirmação sobre o comportamento de algumas que ele não aprovava:

“Além do mais, aprendem também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem. Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência. Pois, com efeito, já algumas se desviaram, seguindo a Satanás”. (1 Timóteo 5.13-15)

Ele diz: Timóteo, tome cuidado com as que estão nesta posição, porque elas vão se tornar ociosas, andando de casa em casa, falando o que não convém… E a expressão que ele usa é “algumas já se desviaram, seguindo após Satanás”. A Bíblia está dizendo que quem instiga maledicência é Satanás e os seus demônios, ele é quem está por trás disto! Quando a Bíblia diz que elas se tornam intrigantes, está chamando elas de promotoras de intrigas. Trata-se de gente que está gerando contenda, confusão no meio do povo de Deus. E Paulo é muito taxativo e diz: “elas estão seguindo a Satanás”!

Você não pode dar outro nome a isso. E ainda tem gente que diz: “Ah, pastor, foi só uma falhazinha, afinal de contas eu também sou humano”. Pois é querido, os humanos são a preferência de Satanás, para disseminar a semente e o mal dele, ele escolhe pessoas como você e eu, porque ele sabe que muitas vezes nós somos susceptíveis à instigação dele…

“Ora, a língua é fogo; é mundo de iniquidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno”. (Tiago 3.6)

A Bíblia diz que nossa língua é posta em chamas pelo inferno, ou seja, pelos poderes das trevas! Quando falamos mal uns dos outros, estamos dando lugar ao Diabo. Não há meio termo nem outra explicação para isto. Esta é umas das razões pelas quais mais devemos correr deste pecado. Mas além disto, ainda há as consequências…

ALGUMAS CONSEQUÊNCIAS

Em certa ocasião, o apóstolo Paulo comentou que algumas pessoas o estavam acusando de ter falado algumas coisas que ele não tinha de fato falado, e afirma:

“E por que não dizemos, como alguns, caluniosamente, afirmam que o fazemos: Pratiquemos males para que venham bens? A condenação destes é justa”. (Romanos 3.8)

Ele estava dizendo: “Eu nunca falei isso, eles colocaram estas palavras na minha boca, e porque eles estão me difamando, dizendo que eu disse algo (mesmo não tendo dito), a condenação deles é justa”. O texto fala de condenação, e isto não pode ser visto como coisa boa! E quantos de nós já não fizemos isso? Muitas vezes ouço crentes dizendo: “fulano falou isto”! E pergunto: “você ouviu dele”? Normalmente a resposta é: “Não! Mas ouvi de uma fonte segura”… Então acrescento: “sim, que também ouviu de outra fonte segura, que ouviu de outra fonte segura, e sabe-se lá quantas fontes seguras tem no meio disto tudo”!

Provavelmente você já tenha brincado de telefone sem fio, e sabe que cada conto aumenta um ponto. Sabe, é assim que nós vamos promovendo o mal. E eu acredito que a maioria de nós, os crentes, não falamos mal só pelo gosto de falar mal. Não inventamos o que estamos falando de mal; normalmente são interpretações e equívocos, mas só o fato de estarmos espalhando, se não estamos falando o que devia, pode nos colocar sob condenação!

Além disto, a maledicência nos rouba bênçãos de Deus. O Salmo 140.11 diz que o maldizente não se estabelecerá na Terra. Essa era uma das maiores promessas de Deus desde o início: “você vai se estabelecer na terra que o Senhor Deus te dá, você vai prosperar, você vai ter isso e aquilo”, mas o texto diz que os maldizentes não terão esta bênção. E o pior é que isto é como uma bola de neve, quanto mais rola, mais cresce!

“Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior. Além disso, a linguagem deles corrói como câncer; entre os quais se incluem Himeneu e Fileto”. (2 Timóteo 2.16-17)

A Bíblia diz que os que estão nisto passarão a uma impiedade ainda maior. Não há como interromper esse processo depois que você começa. A Bíblia diz que isso corrói, cresce como câncer, são células mortas, cancerígenas, crescendo no corpo e estragando aquilo que Deus projetou para funcionar de forma adequada.

A Escritura nos mostra que as consequências são sérias, que se trata de um pecado grave. Quando o apóstolo Paulo fala de alguns pecados que impedem as pessoas de herdar o reino de Deus, inclui os maldizentes na lista:

“Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus”. (1 Coríntios 6.9-10)

Jesus também afirmou que do coração do homem procede muitos dos pecados e incluiu a blasfêmia na lista:

“Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”. (Marcos 7.21-23)

Blasfemar significa falar mal, infamar. Jesus colocou a blasfêmia junto com a prostituição, o homicídio e o furto. Mas em nossa mente tentamos desassociar tais pecados e nos convencer que não é assim tão sério. Não podemos negar. A Palavra de Deus nos mostra que a maledicência causa um estrago muito grande no meio da igreja de Cristo, é por isso que nós precisamos abandona-la, é por isso que nós precisamos deixa-la de lado, se queremos experimentar o que Deus prometeu e o que Ele disse que faria, nós temos que deixar de lado o que impede o nosso crescimento e impede o crescimento dos outros.

“O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos”. (Provérbios 16.28)

Criamos tantos problemas com a nossa língua! Se a domássemos, a maior parte deles acabaria:

“Sem lenha, o fogo se apaga; e, não havendo maldizente, cessa a contenda”. (Provérbios 26.20)

Uma das consequências mais graves em nossa vida é que a maledicência abre espaço para que o diabo tenha autoridade de ferir nossas vidas. A maledicência é uma brecha, uma legalidade para Satanás nos ferir. Falando de Israel no deserto e que essas coisas nos servem de exemplo, Deus diz:

“Nem murmureis, como alguns deles murmuraram e pereceram pelo destruidor”. (1 Coríntios 10.10)

Tem muito crente sendo ferido pelo diabo. Não porque a proteção de Deus não seja eficaz, mas porque abre brechas com sua própria língua bifurcada. Se você não tem conseguido deter os ataques do diabo contra sua vida, sugiro re-examinar seu comportamento nesta área, pois a probabilidade de falharmos nela é grande!

PRIVADOS DA PRESENÇA DIVINA

Quando tratava comigo nesta área, o Senhor falou ao meu coração que a maledicência, além de fazer de nós um canal de Satanás, ainda nos rouba a presença de Deus.

“Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte? O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; o que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho”. (Salmo 15.1-3)

Este texto não só nos revela que para estar na presença do Senhor precisamos vencer este pecado, como também traz um pouco mais de luz sobre este tipo de erro. O texto fala de dois tipos de pecado da maledicência: ativo e passivo. O que difama com a língua é o ativo, e o passivo é o que ouve. Porque quando você ouve o maldizente (mesmo se você não fala nada) também está pecando por cumplicidade (Lv 19.16,17). Logo, quando emprestamos o ouvido a um maldizente estamos participando do mesmo pecado. E isto nos priva da presença de Deus.

Se você observar Efésios 4.29 que fala sobre não entristecer o Espírito Santo, vai perceber que o versículo anterior e o posterior retratam pecados cometidos com a língua. Logo, se queremos uma vida cheia do Espírito, é preciso corrigir isto. Portanto, evite a maledicência. Você faz isso de duas formas: evitando a maledicência e também evitando o maldizente

EVITANDO FALATÓRIOS E FALADORES

“E tu, ó Timóteo, guarda o que te foi confiado, evitando os falatórios inúteis e profanos e as contradições do saber, como falsamente lhe chamam, pois alguns, professando-o, se desviaram da fé”. (1 Timóteo 6.20)

Assim como o justo não se assenta na roda dos escarnecedores, precisamos também cuidar para que não nos enredemos por este pecado. Mas eu não só evito pecar com minha boca, como também evito pecar cedendo meus ouvidos à maledicência. As Sagradas Escrituras nos ensinam a evitar os maldizentes:

“Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais”. (1 Coríntios 5.11)

Desta forma, venceremos e continuaremos a crescer no Senhor.

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Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com – um ministério de ensino bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.

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Para entender mais sobre os princípios bíblicos relacionados à forma correta de usar a língua, recomendo a aquisição e leitura do livro POR TRÁS DA LÍNGUA, de Rawlinson Rangel. Para adquirir, clique na figura abaixo:


Fonte: Orvalho.com

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

"MISSÃO"



Missão



Por Yasmin Borges & Luiz Cláudio 



As vezes nos encontramos em algumas situações que parecem impossíveis de serem superadas. Então, logo pensamos: “não vou conseguir”. Isto faz com que muitos desistam, faz com que muitos fiquem pelo caminho. Não desista, faça como o apóstolo Paulo quando disse que combatera o bom combate, isto é cumpriu a missão para a qual foi designado.


Pense que situações assim (impossíveis) são como missões. Uma missão deve ser cumprida. Quando termina uma, começa outra, começa tudo de novo. Na Bíblia fala que devemos fazer nossa parte primeiro para depois Deus fazer a dEle. Se formos estudiosos, seja na escola ou faculdade, com certeza Deus nos ajudará na prova. Se quisermos um ministério (música, dança ou de ensino), precisaremos buscar a face de Deus e Ele nos capacitará.


Pense nisso por um minuto!


É claro que Deus o ajudará. Sejas fiel, pois Deus é fiel!


Agora ore e peça a Deus uma missão, faça sua parte; não sejas negligente. Deus fará o restante...Uma missão não é cumprida na hora; Deus lhe dá a missão e cada uma delas vem acompanhada de um desafio diferente, como se fosse um teste a ser superado. Precisamos orar. Precisamos de intimidade com Deus, ler sua Palavra (ler a Bíblia) e orar, meditar dia e noite nEla. Assim, você pode cumprir sua missão. 


Pensa na missão como sendo um desafio, seja na escola, em casa, na rua ou na igreja. A missão pode ser encarada como um processo. Se você precisa passar de ano então precisa estudar diariamente; se para ter vida longa e prosperidade é necessário honrar pai e mãe, então faça, obedeça a Palavra de Deus; se para evangelizar é necessário ser criativo, dançar, cantar, ministrar e dar testemunho, então faça, sejas como o apóstolo Paulo, sejas ousado. 


Você está preparado para cumprir sua missão?


É preciso ler a Bíblia, orar e jejuar muito para receber de Deus uma direção correta. Certa vez uma jovem queria se casar e depois fazer missões em outro país, mas Deus queria que ela fosse primeiramente para a África mesmo antes de se casar. Ela obedeceu o chamado de Deus e lá ela conheceu seu futuro marido. Em outra situação, um pastor perdeu o filho de 5 anos, que morrera de câncer. Esse pastor continuou firme nos caminhos de Deus, seguindo-o fielmente. Deus o honrou fazendo com que sua igreja crescesse muito. Os dois testemunhos acima, provam que quando somos fiéis, quando cumprimos nossa parte, Deus honra e nos dá o melhor. “Missão dada, missão cumprida”, esse deve ser o lema de cada Cristão verdadeiro!


Encerro citando o apóstolo Paulo:


“Quanto a mim, já fui oferecido em libação, e chegou o tempo de minha partida. Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor, justo juiz, naquele dia; e não somente a mim, mas a todos os que tiverem esperado com amor sua aparição “(2Timóteo 4.6-8).

Compreendendo o Perdão


Compreendendo o Perdão – por Luciano Subirá


“Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma cousa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta”. (Mateus 5.23,24)

A reconciliação não é algo a ser praticado somente entre nós e Deus, mas também para com nossos irmãos. Reconhecemos, que, à semelhança da cruz, também temos duas linhas do fluir da reconciliação: a vertical (o homem com Deus) e a horizontal (entre os homens). O mesmo perdão que recebemos de Deus deve ser praticado para com nossos semelhantes.

QUEM NÃO PERDOA NÃO É PERDOADO

O perdão (ou a falta dele) faz muita diferença na vida de alguém. A reconciliação horizontal determina se a vertical que recebemos de Deus vai permanecer em nossa vida ou não. A palavra de Deus é clara quanto ao fato de que se não perdoarmos a quem nos ofende, então Deus também não nos perdoará. Foi Jesus Cristo quem afirmou isto no ensino da oração do Pai-nosso:

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA


A Importância da Família – por Luciano Subirá


Cresci ouvindo meu pai citar (muitas e muitas vezes) o versículo: “Deus faz que o solitário viva em família” (Sl 68.6). A razão pela qual ele enfatizava tanto isso tem a ver com sua história. Ele cresceu em uma família que não servia a Jesus (quase todos vieram a se converter depois), de modo que, pela ausência de valores bíblicos, apresentou inúmeras deficiências. Meu avô paterno suicidou-se quando meu pai tinha apenas doze anos. O fato dele não ter morrido imediatamente após o autoenvenenamento ameniza um pouco a situação, uma vez que deu claras mostras de arrependimento no período de quase um dia que levou até que, infelizmente, morresse. Porém, mesmo antes da trágica morte de meu avô, o meu pai não tinha uma vida familiar exemplar; falta de afeto, rigidez excessiva na disciplina e muitos outros fatores contribuíram para grandes lacunas emocionais.

O fato é que meu pai cresceu não apenas sentindo a falta de uma família estruturada, mas, depois da conversão, deparou-se com o que, para ele, era mais do que uma promessa, era a revelação de um propósito divino: “Deus faz que o solitário viva em família”. De alguma forma, seja ao mencionar tanto esse versículo, ou ao ensinar outros princípios bíblicos para a família, meu pai conseguiu encher meu coração com um sentimento de muito valor para com a família. E, mesmo reconhecendo que o lar em que cresci não era perfeito, percebo que meu pai me fez acreditar e sonhar com o plano divino para a família. E entendo que muito do que o Senhor deseja fazer em nossas vidas depende do nosso entendimento acerca do valor da família.

Portanto, penso que a melhor forma de iniciar este livro seja destacando a importância que a família tem. Quero, contudo, enfatizar a importância da família na ótica espiritual, aos olhos de Deus e à luz do que a Bíblia ensina.


Fonte: Orvalho.com

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A Família - Um bate-papo entre um Sacerdote e um Samaritano


A Família – Um bate-papo entre um Sacerdote e um Samaritano

POR UDF


Texto extraído do blog de Ariovaldo Ramos.


Ariovaldo Ramos é teólogo, escritor, articulista e conferencista com larga experiência na missão da igreja.

– E aí… Esperando o Messias? Perguntou o Samaritano.

– Claro! Respondeu o Sacerdote.

– Então, vem aí o Messias para pôr Israel sobre tudo e sobre todos? Provocou o Samaritano.

– A maioria pensa assim, meu amigo, mas estou chegando a outra conclusão. Disse o Sacerdote.

– Opa! Você saiu da caixa, mesmo! Instigou o Samaritano.

– Exato! Eu estou retomando a questão da Imagem de Deus. Disse o Sacerdote.

– Ah, sei! A Thorah¹ ensina que fomos feitos à Imagem e Semelhança de Deus. Inclusive, parece que isso tem a ver com o fato de que: como Deus, somos seres racionais e cônscios de nós e do outro, assim como moralmente responsáveis, por causa da permissão que temos para decidir sem restrição. Por isso Deus nos julga e julgará, emendou o Samaritano.

– Eu também pensava assim, mas estou mudando de ideia. Disse o Sacerdote.

– Como? Você acha que tem mais do que isso? Questionou o Samaritano.

– Veja! Essas qualidades, que você alistou, os anjos também têm. Também são racionais, basta acompanhar os diálogos angélicos encontrados no texto sagrado, também têm consciência de si e do outro e há anjos do mal, o que implica em que houve algum tipo de julgamento, porque perderam o seu estado natural. E, se houve julgamento, são, também, seres moralmente responsáveis! Acrescentou o Sacerdote.

– Então, a gente tem de ter algo que eles não têm. Afirmou o Samaritano.

– Exato! Você sabe dos dois conceitos que há, na língua hebraica, que, embora traduzidos por um, único, ou unidade, em outras línguas, no hebraico têm diferença entre si? Perguntou o Sacerdote.

– Sim, conheço, as palavras “echad” e “yachid”. A gente usa “yachid” quando quer falar de peça única, como em uma pedra, e usa “echad” quando quer falar de unidade necessariamente acompanhada de outras, como em um cacho de uvas, por exemplo. Completou o Samaritano.

– Pois, você já notou que quando Moisés fala que Deus é único, no chamado à adoração em Deuteronômio 6.4, ele usa a palavra “echad”? E que, quando fala, em Genêsis 1.24, que Deus disse que o homem deve deixar pai e mãe e se unir à sua mulher, e que, quando isso acontece, se tornam uma só carne, também usa a palavra “echad” para designar o efeito da comunhão entre homem e mulher? Perguntou o Sacerdote, denotando emoção.

– Rapaz! Isso é de impressionar! Você está a dizer que é na constituição da família que nos tornamos imagem de Deus? Diz o Samaritano.

– Não ao nos constituirmos família, mas, no fato de sermos família. A gente não pode esquecer que Moisés nos ensinou que somos uma família, nós, todos os seres humanos, de todas as nações, viemos de um único casal: somos uma só família. Estou dizendo que somos imagem e semelhança de Deus, porque somos uma só família. E, cada um de nós, o é, porque nasceu nessa família, dessa família e para viver por essa e nessa família. Completou o Sacerdote.

– Sim, pode até ser, mas isso se perdeu! Veja o nosso caso, somos de nações irreconciliáveis! Aliás, nem na família a gente vê isso! Anotou o Samaritano.

– Pois é! Isso que eu penso que o Messias fará: conciliará todas os seres humanos e todas as nações, fazendo ressurgir a família humana, assim a imagem e semelhança de Deus reaparecerá! Exclamou o Sacerdote.

– Lindo! E isso é muito mais do que restaurar a Israel! Todos seremos contemplados! Mas, você, ao dizer isso, não está dizendo que Deus, também, é uma família? Inquiriu o Samaritano.

– É. Ou, no mínimo, unidade acompanhada, necessariamente, de outra ou outras. Eu percebo que Moisés insistiu em falar de Deus no plural. Assim como insistiu em dizer que nós, humanos, somos uma só criação, porque Deus só manipulou o barro uma vez, e só soprou uma vez, e que Adão, disse ele no Genesis 5.1 e 2, era o nome do casal e não do macho, de modo que, quando Deus passeava no jardim, e chamava por Adão, o casal se apresentava a Ele. Disse o Sacerdote.

– Você está a dizer que Deus é uma família? Insistiu o Samaritano.

– Bem… Acho que ainda não consigo dizer isso, mas estou profundamente incomodado com essa possibilidade², replicou o sacerdote.

– Bom, meu amigo, você já me deu muito para pensar; a gente se vê. E saiu o Samaritano.


*1 A Lei de Moisés

*2 Nós, cristãos, cremos que Deus é uma família: Pai, Filho e Espírito Santo (Um Deus e Três Pessoas)

Fonte: UDF