JESUS EM: Os Dois Lados da Moeda! – L. R. Meier
Enquanto peregrinos aqui na terra, temos que conviver com a interdependência de duas distintas esferas: a humana e a divina, a natural e a sobrenatural, a comum e a extraordinária. Chamamos isso de equilíbrio, ou seja, o oposto ao radicalismo, extremismo, ou mesmo, ao próprio desequilíbrio. Agora, é óbvio que quando se trata de alguns assuntos, o radicalismo passa a ser mais que uma necessidade, passa a ser uma regra. Isso mesmo, não apenas uma exceção, mas uma regra. Eu diria uma inquebrável regra.
Por exemplo, quando o assunto é o pecado, não há como ser equilibrado em relação à abordagem com que se trata esse mal que habita em nossa natureza caída. Precisamos estar conscientes dessa maligna disposição insistente e persistente da nossa carne, e preventivamente com todo o radicalismo necessário, agir. A minha disposição ao pecado, como também a prática dele, deve ser tratada com radicalismo. Note bem, a minhadisposição, o meu pecado, deve ser tratado com radicalismo! O próprio Jesus foi enfático ao me ensinar isso:
“Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela. Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno.” (Mateus 5. 27-30)
Aqui, no conhecido Sermão do Monte, Jesus está elevando o padrão do entendimento a respeito do pecado chamado adultério: não mais “apenas” o ato sexual consumado, mas agora, “somente” a simples intenção impura do coração. O radicalismo com que Jesus apresenta a forma como esse pecado deve ser tratado é indiscutível.
Mateus faz questão de mencionar outro contexto em que Jesus propôs esse mesmo radicalismo no tratamento para o pecado: o cuidado com os pequeninos.
“Qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que creem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo! Portanto, se a tua mão ou o teu pé te faz tropeçar, corta-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo.” (Mateus 18. 6-9)
Não tenho dúvida alguma que devo ser radical quando à questão é a minha disposição e prática do pecado. Mas nem tudo no Reino de Deus deve ser tratado com radicalismo. Na verdade, arrisco dizer que a maior parte dos assuntos relacionados às boas novas do governo de Deus, deve ser ensinada, aprendida, e, praticada, nessa interdependência do humano e divino, do natural e sobrenatural, do comum e do extraordinário: o equilíbrio!
Lembro o quanto essa palavra me acompanhou no período de formação teológica, no seminário. Consigo reconhecer hoje, que eu só não errei mais do que errei naqueles dias, porque ao olhar para Jesus, e principalmente, ao me relacionar com Ele, à conclusão sempre era: Jesus é o exemplo de equilíbrio. Jesus sabia o que era viver o humano e o divino, o natural e o sobrenatural, o comum e o extraordinário.
Dificilmente um seminarista, ainda mais com o estilo de temperamento e personalidade que tenho, sabe e aceita viver de forma equilibrada. Eu sempre tinha a solução do problema, eu sempre tinha a opinião mais alinhada com a Palavra de Deus, eu sempre tinha o posicionamento correto (acredito que pelo menos um pouco, isso mudou para melhor, rsrsrs). Naqueles dias, eu era um verdadeiro extremista ao extremo, eu era praticamente um homem-bomba-espiritual, um radical por excelência, se é que excelente seja um aplicável adjetivo para um radical. Mas sempre, sempre que recorria ao homem-Deus chamado Jesus, não havia como negar: a melhor escolha era, como é, e sempre será, o equilíbrio.
Pois bem, então vamos lá! Quero convidar você olhar para Jesus e ver com que equilíbrio ele tratou a questão financeira ao redor da sua vida, obra e ensino. Obviamente, esse texto não tem a pretensão de ser exaustivo e de apresentar tudo que Jesus nos ensinou sobre o dinheiro, o que não foi pouco. O que desejo, é conduzir você a uma reflexão que produza profundas mudanças na sua forma de se relacionar financeiramente com Deus. Sim, isso mesmo, sua carteira e conta bancária devem se submeter ao governo de Deus.
Primeiramente, leia com atenção esta narrativa do evangelho de Lucas:
“Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele, e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens.” (Lucas 8. 1-3)
Leia o versículo 3, na versão bíblica da Bíblia Viva:
“Joana, esposa de Cuza (Cuza era mordomo do rei Herodes e estava a cargo do palácio e dos seus negócios domésticos), Suzana, e muitas outras que estavam contribuindo com seus recursos próprios para o sustento de Jesus e seus discípulos.” (Lucas 8. 3 – BV)
Jesus vivia o divino? Sim (Ele próprio o era), mas Ele também vivia o humano! Jesus vivia o sobrenatural? Sim, mas Ele também vivia o natural! Jesus vivia o extraordinário? Sim, mas Ele também vivia o comum! Jesus é a perfeita personificação do equilíbrio.
Eu aprendo uma valiosa lição com este comportamento humano, natural e comum de Jesus ao aceitar a companhia e os recursos dessas mulheres: o meu dinheiro no Reino de Deus tem um fim humano, natural, comum que é manter a obra de Deus. Meus recursos, quando a disposição do Reino, financiam pessoas e projetos que estão dando continuidade ao que Jesus iniciou. Essas mulheres, e poderíamos levantar todos os contras que o fato delas acompanharem Jesus no seu ministério acarretava, não eram recriminadas ou convidadas a não o fazerem, por quê? Porque Jesus e seus discípulos precisavam de recursos humanos, naturais e comuns: dinheiro!
Quando Deus, através do profeta Malaquias, perceba bem, Deus, não a lei, regulamentou o dízimo que Ele já havia estabelecido centenas de anos antes, Ele deixou claro que o dinheiro era necessário para manter, sustentar, prover sua casa:
“Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa;” (Malaquias 3.10a)
Ou ainda, segundo a versão bíblica A Mensagem: “Tragam o dízimo completo para o tesouro do templo, para que haja ampla provisão na minha casa.”. É verdade que essa não pode ser a única razão, ou a principal razão para eu dizimar. Conforme as palavras do pastor Luciano Subirá: “A manutenção da obra de Deus é mero efeito colateral”. Entretanto, mesmo entendendo que o financiamento do Reino, não é o motivo único, ou principal, eu devo dar meu dinheiro a Igreja local, de forma humana, natural, comum, a fim de financiar a obra de Deus. Isso é um fato!
Alguns em nossos dias não conseguem, ou melhor, não querem entender que o dinheiro é necessário para que a obra de Deus seja feita. Existem excessos e até aberrações acontecendo em torno do dinheiro na Igreja, infelizmente existe. Mas daí não colocar a mão no bolso de forma bem humana, natural, comum, para financiar o Reino, é tão maior excesso, como aberração. Ainda mais para alguém que entendeu o que é ser um discípulo de Jesus.
Leia com atenção a declaração de Paulo:
“Despojei outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir”. (2 Coríntios 11.8)
Por favor, que esses alguns me esclareçam de onde veio esse dinheiro? Foi uma operação divina, sobrenatural, extraordinária? Não! Paulo usa uma expressão nada espiritual, despojei, para mostrar aos coríntios que a obra de Deus precisa de dinheiro. Aquilo que é de Deus por direito: dízimos. E aquilo que é d’Ele, mas Ele deixa você administrar: ofertas.
Há aqui um importante detalhe, a palavra grega usada por Paulo, que segundo a versão bíblica Revista e Atualizada de João Ferreira de Almeida, é, despojei, tem uma ligação, segundo o Léxico Grego de Strong, com uma palavra grega que significa: “tirar a pele de um animal”. Esse foi o despojar outras igrejas de Paulo.
Proponho algumas alusões a essa associação do despojar e a figura “de tirar a pele de um animal”:
- É um ato extremamente intenso: tirar a pele de um animal é um ato que deve ser bem feito, deve ser preciso, mas também deve ser feito com extrema intensidade. Ou Paulodespojou, pediu com intensidade ajuda financeira a essas Igrejas, ou essas Igrejas eram intensamente liberais quando o assunto era financiar a obra do Senhor;
- É um ato inteligentemente funcional: você não deixa a pele de um animal se decompor com o cadáver. O animal abatido para o consumo ou por outra razão tem a pele aproveitada. As Igrejas que Paulo despojou tinham discípulos, cujos recursos, não mais estavam à mercê do desperdício. Eles estavam mortos para o mundo, e o mundo não mais se beneficiaria dos seus recursos. Havia a disposição de um novo estilo de vida: o do Reino de Deus;
- É um ato profundamente revelador: por que um animal tem pele? A pele é a proteção de tudo o que está envolto por ela, dentro dela. Essas Igrejas que Paulo despojou não precisavam proteger suas finanças do próprio Deus, elas estavam disponibilizando seus recursos a Ele. Mesmo Deus já conhecendo, elas estavam revelando de forma humana, natural, comum, com suas contribuições, o seu interior.
Agora, me acompanhe em outra declaração do Apóstolo:
“Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho.” (1 Coríntios 9. 13-14)
É bem verdade que no contexto dessas palavras, Paulo afirma ter aberto mão desse direito, mas qualquer um que não abrir mão do sustento que o evangelho tem que lhe dar, segundo o próprio Senhor, não é mercenário ou mal intencionado. Viver do evangelho quando se prega o evangelho é a expressão do humano, do natural, do comum. Certo, mas como possibilitar isso se não despuser minhas finanças para o Reino de Deus?!
É no mínimo intrigante como o homem que fez de tudo para não ser pesado financeiramente a nenhuma das Igrejas que implantou e supervisionou, faz questão de ensinar com tanta ênfase sobre a manutenção da obra de Deus:
“Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário.” (1 Timóteo 5.17-18)
Quero mais uma vez solicitar a ajuda desses alguns que tem dificuldade de entender que o dinheiro é necessário no Reino de Deus: como pagar bem, muito bem, pois é isso que significa “… merecedores de dobrados honorários…”, se não houver dinheiro na Igreja?! E como haverá dinheiro na Igreja se eu não entender humanamente, naturalmente, de forma comum, que esse dinheiro deve vir de mim?
Voltemos ao exemplo maior, Jesus. Ele de forma equilibrada nos proporcionou esse inquestionável ensino: o dinheiro dado para a obra de Deus, o dinheiro dado para a Igreja, tem um fim humano, natural, comum: financiar a expansão do Reino de Deus na terra. Jesus deixou-Se seguir por Joana, mulher de Cuza, Suzana e muitas outras que financiavam a Ele e aos demais discípulos.
Agora leia este episódio ímpar na história de Jesus:
“Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa. Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício? Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres. Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo. Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes; pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento. Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.” (Mateus 26. 6-13)
Então, sem nenhum trocadilho, aqui nós vemos o outro lado da moeda. Fica nítido que Jesus nessa situação também queria ensinar como se relacionar financeiramente com Deus, só que agora com uma postura divina, sobrenatural, extraordinária. Aqui Jesus nos ensina que as nossas finanças de forma equilibrada tem também outro papel no Reino, a de apaixonadamente honrar, exaltar, adorar, engrandecer a Deus. Jesus faz questão de mostrar a todos os envolvidos nessa cena, aliás, o que serve para nós também, que o dinheiro deve ser usado como uma expressão de paixão a Deus.
Sim, o ato dessa mulher que Jesus tanto destacou, foi um ato apaixonado, foi um ato de extrema extravagância. Nesse ato, e é o que Jesus quer que entendamos, não há espaço para o humano, para o natural, para o comum. Nesse ato, ela usou mais que o seu dinheiro para dizer para Jesus, o quanto divino, sobrenatural, extraordinário Ele era para ela. Ela expôs, com uma extravagante expressão, a forma como ela desejava se relacionar com Ele.
O valor desse bálsamo perfumado em espécie, em dinheiro vivo, já merece todo o destaque, o que Jesus fez. Agora, sem especular, você já parou para pensar todo o valor implícito que esse bálsamo perfumado tinha para aquela mulher? Todo valor emocional contido em cada mililitro daquele perfume? Quais eram os possíveis fins que essa mulher tinha para aquele perfume? Seus sonhos e expectativas para aquela preciosidade mais que financeira?
Não podemos contribuir apenas com os olhos na manutenção, no sustento, no financiamento da obra de Deus. Também temos que dispor nosso dinheiro de tal forma que Jesus seja apaixonadamente reverenciado. Um filho de Deus, um discípulo do Senhor Jesus, um amigo do Espírito Santo, deve com seu dinheiro declarar em alto e bom som, que nada, nem ninguém, têm mais valor do que Ele.
Do ponto de vista humano, natural, comum, o feito foi um grande desperdício. Aquele precioso bálsamo derramado sobre a cabeça de Jesus, ou escorreu para sua roupa, ou para o chão, ou na melhor das hipóteses, ficou em seus cabelos até o próximo banho, ou seja, desperdício. Mas Jesus fez questão de dizer que o dinheiro no Reino não tem apenas o fim humano, natural, comum, como por exemplo, de ajudar aos pobres. O dinheiro também deve ser usado para mostrar para Deus, que Ele, vale muito mais do que qualquer quantia guardada, gasta em benefício próprio, ou alheio.
O ideal é que cada reunião de Culto ao Senhor, cada oportunidade de devolver o que é d’Ele, e de dar do que administramos para Ele, seja usada para mostrar o quão efetivamente, objetivamente, pragmaticamente, O amamos. Deus não precisa do meu e do teu dinheiro, entretanto, Ele reconhece um ato de paixão demonstrado financeiramente: “Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.”.
Eis uma expressão que precisa ser assimilada e muito mais praticada pela Igreja de Jesus. Devemos tratar nossas finanças com esse entendimento divino, sobrenatural, extraordinário: “Vou derramar meu amor, minha paixão a Deus, com cada centavo que eu tenho!”.
Quero compartilhar parte de uma canção muito preciosa do ministério Ouvir e Crer:
“… Vou derramar aos teus pés
Os meus perfumes
Aromas agradáveis, minhas fragrâncias
Algo que me custe, algo que me custe
Algo que me custe, algo que me custe.”
Deus não precisa, porém, Ele quer ser amado por você, com algo que te custe! Um ato desses foge da esfera do humano, do natural, do comum. Um ato como o dessa mulher revela uma inspiração divina, uma convicção sobrenatural e uma fé extraordinária. Entenda, em alguns momentos essa paixão que honra a Deus, será demonstrada divina, sobrenatural e extraordinariamente com algumas poucas moedas, mas em outros, com milhares e milhares de reais.
É no mínimo equivocado, para não dizer falso, o entendimento e a prática do ensino que desequilibradamente desconsidera o humano e o divino, o natural e o sobrenatural, o comum e o extraordinário, em relação ao dinheiro no Reino de Deus. Tão falso, como falsa é a cédula ou a moeda que apenas estiver estampada em um único lado.
Tenho aprendido que quando Deus me redimiu, quando Ele me comprou para Ele, me tirando debaixo da escravidão do diabo, Deus demonstrou seu imensurável amor por mim. Nenhuma quantia, por maior que seja, será além do merecimento, do mérito de Deus. Eu vou sim, dispor minhas finanças para sustentar a expansão do Seu Evangelho, de forma humana, natural, comum. Mas o que eu mais quero, o que eu mais desejo, é extravagantemente chamar a atenção d’Ele, dizendo para Ele com os meus recursos, o quanto eu O amo. Quero como essa mulher, dar divinamente inspirado, sobrenaturalmente convicto, e extraordinariamente em fé.
Graças a Deus, por eu ter aprendido isso através da revelação que o Espírito Santo tem me dado das Escrituras. Também agradeço os inestimáveis homens e mulheres que tão preciosamente tem sido para mim um exemplo no Reino. Ainda agradeço a Deus pelas várias experiências proporcionadas a mim. Agora, inigualavelmente tenho aprendido isso com o meu precioso e equilibrado Jesus! Dele é sempre a Palavra final: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.”!
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Fonte: www.orvalho.com